Encarceramento em Massa e Necropolítica em Tempos de Pandemia no Brasil: A Crise Permanente do Direito à Saúde Frente ao Estado de Coisas Inconstitucional

Autores/as

  • Nikaelly Lopes de Freitas
  • Bruna Souza Paula

Palabras clave:

pandemia, direitos humanos, necropolítica, encarceramento em massa, Direito à saúde

Resumen

A saúde é um direito fundamental de acordo com a ótica constitucional brasileira, segundo a qual todas as pessoas são titulares, sem acepção de nenhuma natureza. Todavia, muitos fatores socioeconômicos ainda determinam aqueles que terão, ou em que condições terão, acesso ao atendimento, tratamento e prevenção médica. Nesse sentido, em razão de suas condições de higiene, acesso à saúde e disposição do espaço, unidades prisionais tem sido, historicamente, epicentros de doenças infectocontagiosas. Desse modo, o presente estudo baseado em revisão bibliográfica, demonstra de que forma a pandemia de COVID-19, aliada à inobservância do direito fundamental à saúde, tem agido, ou pode agir, nos ambientes carcerários como intensificação do extermínio necropolítico. Para tanto, analisa a efetividade das políticas públicas sociais de direito universal à saúde no ambiente prisional, para em seguida tratar da necropolítica que permeia o reconhecido estado de coisas inconstitucional e seu agravamento diante da crise sanitária.

Publicado

2022-04-18

Cómo citar

Freitas, N. L. de, & Paula, B. S. (2022). Encarceramento em Massa e Necropolítica em Tempos de Pandemia no Brasil: A Crise Permanente do Direito à Saúde Frente ao Estado de Coisas Inconstitucional. Revista Del Instituto Brasileño De Derechos Humanos, 21, 193–208. Recuperado a partir de https://revista.ibdh.org.br/index.php/ibdh/article/view/458

Número

Sección

Artigos

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