EICHMANN ALÉM DE JERUSALÉM

APONTAMENTOS PARA UM DEBATE SOBRE O LUGAR DAS VÍTIMAS NA JUSTIÇA INTERNACIONAL

Autores

  • Roberta Cerqueira Reis

Palavras-chave:

Justiça Internacional, memória, trauma, reconhecimento, Eichmann em Jerusalém

Resumo

O presente artigo realiza uma releitura do canônico livro de Hannah Arendt, Eichmann em Jerusalém (1963), de modo a contrapor as ideias ali delineadas com o debate atual sobre o lugar das vítimas nos julgamentos internacionais de graves violações de Direitos Humanos. A posição defendida por Arendt acerca das funções do tribunal, enquanto instância neutra e sóbria, conflita com a posição da promotoria do caso que explorou os aspectos simbólicos daquele evento jurídico, utilizando-se do tribunal enquanto espaço de reconhecimento das vítimas e construção da memória do povo judeu. O artigo busca explorar esse embate e mostrar como, em grande medida, podemos ainda hoje aprender com ele nos estudos sobre a relação dos tribunais internacionais com o reconhecimento de vítimas e construção de narrativas e memórias.

Biografia do Autor

Roberta Cerqueira Reis

Professora de Direito Internacional Público e Direitos Humanos no departamento de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais; Doutoranda em Direito na Universidade Federal de Minas Gerais; Mestre em Direito Internacional pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

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Publicado

2019-09-05

Como Citar

Cerqueira Reis, R. (2019). EICHMANN ALÉM DE JERUSALÉM: APONTAMENTOS PARA UM DEBATE SOBRE O LUGAR DAS VÍTIMAS NA JUSTIÇA INTERNACIONAL. Revista Do Instituto Brasileiro De Direitos Humanos, 19, 289–300. Recuperado de https://revista.ibdh.org.br/index.php/ibdh/article/view/411

Edição

Seção

Artigos

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