BAUMAN, ARENDT, FOUCAULT E AGAMBEN

O “TOTALITARISMO” DO MERCADO, AS ZONAS DE EXCEÇÃO E OS EXCLUÍDOS

  • Maria de Nazaré da Rocha Penna

Resumo




Bauman, H. Arendt e Foucault identificaram fatores e processos tecnológicos e sociais que, embora integrem aperfeiçoamentos civilizatórios, concomitantemente nos reenviam a condições primitivas, bárbaras, pré-políticas, das relações humanas. Com Agamben, encontramos uma figura do direito romano arcaico, o homo sacer, identificável na sociedade pós-moderna. “Insacrificável”, mas perfeitamente “matável”, o homo sacer era inútil e supérfluo ao bom funcionamento da sociedade arcaica e se enquadra na “subclasse” de indivíduos de periculosidade imanente, definida em Bauman. Na pós-modernidade, a “vida nua” de seres humanos reduzidos a refugos sociais não interessa ao mercado da sociedade de consumidores. Expulsos dos limites de todas as classes são considerados desprezíveis, sem papel social, parasitas que corroem, infestam, solapam e minam a ordem da boa sociedade. Cada vez mais descartáveis, vis a vis ao poder do mercado que quantifica vidas como objetos que interessam ou não, estão as vítimas da ação da “tanato-política” que tem ascendido ao lugar da antiga “bio-política”.




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Maria de Nazaré da Rocha Penna

Doutora em Estudos Latino-Americanos (UNAM); mestre em Filosofia (UFC); Bacharel em Economia e Filosofia (UNICAP); Integrante do Comitê Científico do Colóquio Internacional Anual de Estudos Afro-Americanos do CIALC/UNAM; Consultora da Revista de Filosofia Pensares y Quehaceres (CIALC/UNAM); Professora de Filosofia do Direito (FVJ).

Publicado
2019-09-05
Como Citar
ROCHA PENNA, Maria de Nazaré da. BAUMAN, ARENDT, FOUCAULT E AGAMBEN. Revista do Instituto Brasileiro de Direitos Humanos, [S.l.], v. 19, p. 199-211, set. 2019. ISSN 1677-1419. Disponível em: <http://revista.ibdh.org.br/index.php/ibdh/article/view/405>. Acesso em: 19 set. 2019.
Seção
Artigos